A história da Sociedade Agrícola Verde ao Longe, Lda. é marcada pela visão estratégica de quem conhece a terra e sabe escutar o que ela pede. Com raízes profundas na produção de uvas na região de Varziela, Felgueiras, e com atividade agrícola espalhada por várias zonas do país, Miguel Campilho e Manuel D’Orey Campilho, procuravam há algum tempo uma nova oportunidade que permitisse diversificar e reforçar a sustentabilidade da sua operação.
“A ideia sempre foi mitigar o risco dividindo a produção entre duas culturas em épocas de colheita diferentes”, explica Manuel D’Orey Campilho, gerente da empresa. “Queríamos garantir rentabilidade e ao mesmo tempo manter a ocupação da mão de obra local, altamente experiente nas duas culturas.”
A cultura do kiwi revelou-se a escolha certa. As condições da região, associadas à forte presença de produtores experientes, representavam um contexto favorável à implementação de uma nova área de produção. Ainda assim, conscientes das exigências técnicas desta cultura, a empresa decidiu desde cedo rodear-se dos parceiros certos.

Foi neste contexto que surgiu a colaboração com a Espaço Visual. O contacto inicial aconteceu de forma natural, graças à reputação consolidada da empresa na região. A ligação fortaleceu-se rapidamente, assente num acompanhamento técnico rigoroso e num relacionamento de proximidade.
“É uma cultura muito exigente, por isso quisemos fazer as coisas bem desde o início. Chamámos o Eng. Pedro Lamas Martins, que conhece profundamente a cultura do kiwi e o contexto da região. Foi também ele quem nos apresentou a Espaço Visual”, refere Manuel D’Orey Campilho. “A equipa demonstrou sempre profissionalismo e disponibilidade, e essa relação mantém-se até hoje”.
O projeto arrancou com uma área de 8 hectares, com possibilidade de crescimento até aos 10 hectares. Após a aprovação do PDR 2020, seguiu-se a fase mais morosa: lidar com a burocracia.
“As entidades como REN, RAN, CCDR, APA ou a banca parecem ignorar a realidade do terreno e a urgência dos projetos. A falta de articulação entre elas transforma a vida dos empresários num verdadeiro inferno. Só os mais persistentes conseguem continuar.”

Apesar dos entraves, o projeto avançou. E a Espaço Visual continua a caminhar ao lado da Verde ao Longe. Um percurso feito de decisões técnicas, mas também de pessoas. E Manuel não esquece quem esteve presente nos momentos decisivos.
Agora, com os primeiros passos dados, inicia-se uma nova etapa. Uma fase onde a imprevisibilidade do clima, a gestão da produção e a dinâmica do mercado exigem conhecimento, dedicação e capacidade de adaptação. A chamada “indústria ao ar livre” – como tão bem descreve Manuel – é feita de desafios diários.
Na Espaço Visual, é com orgulho que continuamos a apoiar empresas como a Verde ao Longe. Histórias como esta lembram-nos porque fazemos o que fazemos: ajudar quem trabalha a terra a crescer com segurança, conhecimento e visão de futuro.
