REVIVE Traz Novos Imóveis para Concessão

REVIVE Traz Novos Imóveis para Concessão

O Programa REVIVE, uma iniciativa conjunta dos ministérios da Economia, Cultura e Finanças, com a colaboração das autarquias locais e a coordenação do Turismo de Portugal, apresenta dois novos concursos públicos com vista à recuperação de imóveis de reconhecido interesse, através do modelo de concessão por 50 anos (prolongando o prazo de candidatura de dois outros).

O Programa REVIVE visa promover e agilizar os processos de rentabilização e preservação de património público que se encontra devoluto, tornando-o apto para afetação a uma atividade económica com finalidade turística, gerar riqueza e postos de trabalho, promover o reforço da atratividade de destinos regionais, a desconcentração da procura e o desenvolvimento de várias regiões do país. A Linha de Crédito com Garantia Mútua - Programa REVIVE disponibiliza um montante global de até 150 milhões de euros para apoio à reabilitação dos edifícios e destina-se a pequenas e médias empresas (PME).

Verifique, abaixo, os novos imóveis a concurso, e os imóveis com prazos prorrogados a que ainda pode concorrer (conheça aqui outros imóveis que já estiveram a concurso).

 

Mosteiro do Lorvão (Penacova) - PRORROGADO: Até 15 de outubro

Implantado num verdejante vale, o Mosteiro do Lorvão remonta à data da primeira reconquista cristã de Coimbra, em 878 dC, subsistindo, ainda, elementos arquitetónicos medievais, tais como capitéis românicos nas capelas do claustro. No século X, era já importante o seu estatuto e dimensão, tendo sido alvo de importantes remodelações e ampliação ao tempo de D. Afonso Henriques. Em 1206, o mosteiro passou a ser feminino, cisterciense, com profundas remodelações por ordem da infanta Beata Teresa de Portugal, filha de D. Sancho I, e Rainha de Leão pelo seu casamento com D. Afonso IX de Leão. No século XVI, o claustro sofreu remodelações de gosto renascentista e, posteriormente, todo o conjunto edificado foi objeto de importantes e continuadas obras de cariz barroco, que lhe proporcionaram a imagem majestosa que atualmente possui. No século XX, todo o conjunto foi requalificado para hospital psiquiátrico, tendo sido mantido e reinaugurado o órgão ibérico, exemplar único de dupla face, de dimensões e sonoridade fora do comum enquanto instrumento musical. A área a afetar a uso turístico é a totalidade do imóvel, com exceção da igreja e da área afeta à mesma (ver foto abaixo).

 

Mosteiro do Lorvão

 

Casa de Marrocos (Idanha-a-Nova) - PRORROGADO: Até 4 de novembro

Situado em Idanha-a-Velha, nas proximidades da Basílica Paleocristã, e integrado na Vila Romana que remonta ao século I aC, ergue-se o solar urbano denominado Casa de Marrocos, construído durante o século XX, e ainda inacabado. Crê-se que o solar tenha sido edificado sobre o antigo fórum Romano. Pertenceu a uma das mais importantes famílias de proprietários rurais da região e integra diversas construções agropecuárias em volta de pátios que formam um grande quarteirão fechado. Construído na década de 50, num estilo eclético alinhado com o estilo “Português Suave” tardio, apesar da autoria de projetista desconhecido, é notável o apuro construtivo em diversas soluções arquitetónicas, como a cantaria de granito. Destaca-se, ainda, a escada interior de caracol de granito que percorre os três pisos (ver foto abaixo).

 

Casa de Marrocos

 

Forte da Ínsua (Caminha) - NOVO: Até 6 de novembro

Fortificação marítima abaluartada, com planta estrelada irregular, possui, no seu interior, um convento ampliado em 1676, mas com origem franciscana do século XIV, erguido por determinação de D. João I de Portugal. Em volta da Praça de Armas, desenvolvem-se as edificações aquarteladas e o convento, de estrutura austera, com igreja de planta longitudinal de única nave, com abóbadas de berço, sacristia e claustro. As alas do claustro do Forte da Ínsua são compostas por colunatas jónicas. O poço existente é um dos três únicos no mundo que se localizam no mar e são de água potável. Localiza-se na Ínsua de Santo Isidro, na freguesia de Moledo e Cristelo, concelho de Caminha, a sul da Foz do Rio Minho (ver foto abaixo).

 

Forte da Ínsua

 

Mosteiro de S. Salvador de Travanca (Amarante) - NOVO: Até 21 de novembro

Mosteiro românico beneditino fundado no século XII. A capela-mor e o claustro do Mosteiro de S. Salvador de Travanca são do século XVII. Situado no fundo de um vale e envolvido por inúmeras quintas características da região Norte do país, integra uma das mais belas torres medievais Portuguesas e faz parte do percurso cultural da Rota do Românico. À exceção da igreja e da torre, os restantes espaços encontram-se devolutos (ver foto abaixo).

 

Mosteiro de S. Salvador de Travanca

 

Entre outros imóveis que estiveram a concurso anteriormente, podemos encontrar: o Convento de São Paulo (Elvas); o Castelo de Vila Nova de Cerveira; o Mosteiro de Arouca; os Pavilhões do Parque D. Carlos I (Caldas da Rainha); o Paço Real de Caxias; a Quinta do Paço de Valverde (Évora); o Convento de Santa Clara (Vila do Conde); o Colégio de S. Fiel (Castelo Branco); o Quartel da Graça (Lisboa); o Quartel do Carmo (Horta); a Coudelaria de Alter (Alter do Chão); o Convento de Santo António dos Capuchos (Leiria); o Convento de S. Francisco (Portalegre); o Hotel Turismo da Guarda; e o Convento do Carmo (Moura), entre outros.

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