Programa REVIVE Ainda com 7 Imóveis para Concessão

Programa REVIVE Ainda com 7 Imóveis para Concessão

No âmbito do Programa REVIVE, uma iniciativa conjunta dos ministérios da Economia, Cultura e Finanças, com a colaboração das autarquias locais e a coordenação do Turismo de Portugal, encontram-se abertos vários concursos públicos internacionais com vista à recuperação de vários imóveis de reconhecido interesse, através do modelo de concessão por 50 anos.

Programa REVIVE visa promover e agilizar os processos de rentabilização e preservação de património público que se encontra devoluto, tornando-o apto para afetação a uma atividade económica com finalidade turística, gerar riqueza e postos de trabalho, promover o reforço da atratividade de destinos regionais, a desconcentração da procura e o desenvolvimento de várias regiões do país. A Linha de Crédito com Garantia Mútua - Programa REVIVE disponibiliza um montante global de até 150 milhões de euros para apoio à reabilitação dos edifícios e destina-se a pequenas e médias empresas (PME).

Os imóveis que encontra nesta lista são os 7 últimos ainda disponíveis e foram incluídos no programa com vista à realização de obras, incluindo de infraestruturas, e posterior exploração para fins turísticos, como estabelecimento hoteleiro, estabelecimento de alojamento local, na modalidade de estabelecimento de hospedagem, ou outro projeto de vocação turística, nos termos da​ legislação em vigor. 

 

Quartel da Graça (Lisboa)
Instalado no edifício do antigo Convento da Graça, inicialmente destinado aos eremitas calçados de Santo Agostinho, o início da construção do Quartel da Graça data de 1271. Ao longo dos séculos, sofreu profundas modificações, tendo as obras efetuadas posteriormente ao terramoto de 1755 conferido à Igreja o seu caráter tardo barroco. O conjunto integra dois claustros: um principal, maior, destinado à contemplação; e outro secundário, que integrava a zona de serviços. Os claustros são ambos quadrados, de dois pisos, os níveis inferiores formando módulos serlianos e os superiores, acrescentados posteriormente, com janelas de sacada. O prazo para apresentação de propostas terminou a 6 de março, mais 25 dias após a qualificação.

 

Quartel da Graça

 

Quartel do Carmo (Horta, Açores)
A construção do Quartel do Carmo teve início no século XVII como Convento da Ordem dos Carmelitas. Após a construção de uma capela que foi dedicada à evocação de Nossa Senhora da Boa Nova, D. Helena de Boim, esposa do então Capitão-mor Francisco Gil da Silveira, decidiu criar um hospício com o fim de alojar os frades da Ordem dos Carmelitas. Assim, D. Helena de Boim viria a doar todos os seus bens à Ordem dos Carmelitas, que, nos terrenos junto à capela, deram início à construção do convento e, mais tarde, à Igreja de Nossa Senhora do Carmo que lhe está anexa. No século XX, foi adaptado para acolher a Companhia de Infantaria da Horta, tendo sofrido obras de recuperação significativas face a fortes danos entretanto ocorridos devido a sismos que abalaram a ilha. Mantém, ainda, alguns elementos arquitetónicos da sua origem, nomeadamente algumas arcadas e abóbodas de berço. O prazo para apresentação de propostas termina a 9 de abril.

 

Quartel do Carmo (Horta, Açores)

 

Quinta do Paço de Valverde (Évora)
Quinta do Paço de Valverde é uma quinta com paço episcopal cuja origem teve início no séc. XVI, perto da ribeira de Valverde, por iniciativa da diocese Eborense, ou Mitra de Évora, e que serviu de local de descanso aos seus membros. Posteriormente, o Infante Dom Henrique fundou, nos terrenos da quinta, um convento de frades capuchos, cuja comunidade aí se instalou em 1517. Do primitivo edifício quinhentista, conservam-se muitos vestígios arquitetónicos, alguns de feição Manuelina, como é o caso da capelinha existente na cerca conventual, pavimentada com azulejos da primeira metade do século XVI. No denominado Jardim de Jericó, sobressai o lago dos Cardeais, iniciado na segunda metade do século XVII e decorado em volta da estátua de Moisés. Destaca-se ainda, pelo seu valor arquitetónico, a capela do convento. Um perfeito exemplo de micro-arquitetura renascentista, onde a harmonia do traçado e a planta centralizada em cruz grega revelam rara erudição e atualidade. Contíguas à capela do convento, existem as "Casas Pintadas" com vários frescos. Após a extinção das ordens religiosas, em 1834, todo o conjunto acabou por ficar na posse do Estado, que aí instalou um Posto Agrário, mais tarde a Escola Prática de Agricultura, e depois, ainda, a Escola de Regentes Agrícolas, agregada até aos dias de hoje à Universidade de Évora. O prazo para apresentação de propostas termina a 15 de abril.

 

Quinta do Paço de Valverde

 

Convento do Carmo (Moura)
Integrado num conjunto que engloba igreja e claustro, o Convento do Carmo, um convento carmelita masculino instituído em 1251, no reinado de D. Afonso III, destinava-se a receber os capelães da Ordem dos Militares de São João de Jerusalém, regressados da Terra Santa (sendo o primeiro convento da ordem fundado em Portugal e em toda a Península Ibérica). Dos primitivos edifícios, em estilo gótico, pouco resta na atualidade, uma vez que o conjunto sofreu profundas transformações ao longo do século XVI, estas presentes em vários elementos decorativos manuelinos e renascentistas, que coexistem com os poucos vestígios góticos. Destaca-se a abóboda artesonada manuelina, onde se pode visualizar a cruz de Cristo. Destaca-se também o pórtico renascença da igreja. Como elementos setecentistas, merecem realce os azulejos da nave, a arcada serliana da fachada conventual e a sobreposição de ordens dórica e jónica nos dois pisos do claustro. A simbologia da Ordem de Malta pode ser encontrada na fachada, no pórtico principal e no claustro. A fachada principal, de elegantes proporções renascentistas, é também marcada pela presença de planos caiados a branco em contraste com os elementos pétreos e com algumas molduras ocre. As restantes fachadas, de caráter mais singelo, são também marcadas pelas molduras dos vãos caiadas a ocre, pelos contrafortes e cornijas, sendo ainda marcante a torre sineira. O prazo para apresentação de propostas termina a 30 de julho.

 

Convento do Carmo (Moura)

 

Casa de Marrocos (Idanha-a-Nova)
Integrado na Vila Romana que remonta ao século I aC, ergue-se o solar urbano denominado Casa de Marrocos, construído durante o século XX e ainda inacabado. Crê-se que o solar tenha sido edificado sobre o antigo fórum romano. Pertenceu a uma das mais importantes famílias de proprietários rurais da região e integra diversas construções agro-pecuárias em volta de pátios que formam um grande quarteirão fechado. Construída na década de 50, num estilo eclético alinhado com o estilo “Português Suave” tardio, apesar da autoria de projetista desconhecido, é notável o apuro construtivo em diversas soluções arquitetónicas, como a cantaria de granito. Destaca-se, ainda, a escada interior de caracol de granito que percorre os três pisos. O prazo para apresentação de propostas termina a 4 de novembro.

 

Casa de Marrocos (Idanha-a-Nova)

 

Mosteiro de Lorvão (Penacova)
Implantado num verdejante vale, o Mosteiro de Lorvão remonta à data da primeira reconquista cristã de Coimbra, em 878 dC, subsistindo ainda elementos arquitetónicos medievais, tais como capitéis românicos nas capelas do claustro. No século X, era já importante o seu estatuto e dimensão, tendo sido alvo de importantes remodelações e ampliação ao tempo de D. Afonso Henriques. Em 1206, o mosteiro passou a ser feminino cisterciense com profundas remodelações por ordem da infanta Beata Teresa de Portugal, filha de D. Sancho I e Rainha da Leão, pelo seu casamento com D. Afonso IX de Leão. No século XVI, o claustro sofreu remodelações de gosto renascentista e, posteriormente, todo o conjunto edificado foi objeto de importantes e continuadas obras de cariz barroco, que lhe proporcionaram a imagem majestosa que atualmente possui. No século XX, todo o conjunto foi requalificado para hospital psiquiátrico, tendo sido mantido e reinaugurado o órgão ibérico, exemplar único de dupla face, de dimensões e sonoridade fora do comum enquanto instrumento musical. O prazo para apresentação de propostas termina a 15 de outubro.

 

Mosteiro do Lorvão (Penacova)

 

Castelo de Vila Nova de Cerveira (Vila Nova de Cerveira)
Castelo de Vila Nova de Cerveira é um castelo medieval de planta oval com oito torres quadrangulares. Edificado em estilo gótico sobre um morro e envolto pela malha urbana de Vila Nova de Cerveira, destaca-se na margem esquerda do Rio Minho, para o qual possui magníficas vistas. No seu interior, mantém-se em razoável estado de conservação a antiga Igreja da Misericórdia, a antiga Casa dos Governadores, a cadeia e outros anexos, que foram adaptados à Pousada, a qual funcionou desde 1982 até 2008, com 29 unidades de alojamento (58 camas), restaurante, bar e sala de reuniões. Os diversos espaços, agora devolutos, reúnem condições para a instalação de um estabelecimento hoteleiro (as unidades de alojamento têm área suficiente para cumprir os valores mínimos atualmente exigidos para hotel de 5 estrelas). Especial destaque para o Pelourinho, a elegante porta da barbacã em arco ogival, a porta da traição e a Capela de Nossa Senhora da Ajuda. O prazo para apresentação de propostas termina a 24 de agosto.

 

Castelo de Vila Nova de Cerveira

 

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