Porquê Plantar Pistácio em Portugal?

Porquê Plantar Pistácio em Portugal?

A primeira e principal razão que leva os empresários agrícolas a apostar na cultura do pistácio é a sua elevada rentabilidade. O custo de produção ronda 1€/kg, mas o preço de venda alcança entre 6 a 7 € por quilograma. Existe mercado, sobretudo internacional, para comprar estas produções. Poucas são as culturas agrícolas que apresentam índices de rentabilidade semelhantes.

Em Portugal, esta cultura destina-se, principalmente, a regiões do interior – que vão de Bragança a Beja – onde as culturas alternativas não são tão competitivas nem rentáveis. Estas regiões têm Invernos rigorosos, com elevado número de horas com temperatura inferior a 7º C nos meses de novembro a março. Ao mesmo tempo, apresentam elevados índices de calor durante a Primavera, Verão e Outono. Este tipo de regiões apresentam, também, outra condição muito importante para a cultura do pistácio: pouca ou nenhuma precipitação em abril, o mês onde se dá a polinização.

O investimento mínimo inicial numa plantação de pistácio deve ser entre os 3 e 5 hectares, caminhando a médio/longo prazo para entre 15 a 20 ha. Assim, a economia de escala é relativamente elevada. Em contrapartida, trata-se de uma cultura com poucas necessidades de mão-de-obra e operações muito mecanizadas.

Por outro lado, é uma cultura que exige capital para fundo de maneio. Para entrar em produção, esta cultura demora 3 a 4 anos em regadio (atingindo a plena produção entre o 6º e o 8º ano), e 6 a 7 anos em sequeiro (atingindo a plena produção entre o 8º e o 11º ano). A partir do momento em que atinge a plena produção, a diferença entre custos e proveitos torna a cultura muito rentável e interessante.

 

O pistácio exige conhecimento e competências técnicas sobre a cultura, as suas técnicas e as operações culturais. Ao longo do ano, decorrem operações culturais importantes de conhecer: a poda de Inverno, o controlo das infestantes e prados na linha e entrelinha, tratamentos fitossanitários à base de cobre, apoio na polinização, poda verde e colheita.

Quem vai iniciar qualquer atividade deve, também, conhecer as operações culturais necessárias a uma boa implantação da cultura. Isto porque é necessário criar condições, do ponto de vista do solo e da planta, para poder estar no terreno ao longo de 50 anos, a duração provável desta cultura.

A nova formação em Cultura do Pistácio já tem novas datas marcadas. Aprenda com o Eng. José Martino as principais operações do pistácio, de forma a potenciar o seu investimento numa cultura que se tornará, dentro de poucos anos, uma fileira com muita expressividade e competitividade no mercado.