Bactéria Xylella fastidiosa Detetada em Gaia

Bactéria Xylella fastidiosa Detetada em Gaia

A 3 de Janeiro de 2019, foi confirmada a presença da bactéria Xylella fastidiosa numa sebe ornamental de Lavandula dentata, presente no jardim do Zoo de Santo Inácio, em Vila Nova de Gaia, na sequência da colheita de uma amostra, no âmbito do Programa de Prospeção Nacional levado a cabo pelos serviços oficiais. A subespécie da bactéria foi entretanto identificada, tratando-se da subespécie multiplex.

Recorde-se que esta bactéria, com várias subespécies identificadas, afeta um elevado número de espécies de plantas na América do Norte, América do Sul e Ásia. Na Europa, em 2013, foi confirmada a presença da subespécie pauca no sul de Itália, onde tem devastado uma extensa área de olival e afetado diversas ornamentais. Desde 2015, têm sido detetadas diferentes subespécies da bactéria em França, Espanha e Itália em diversas ornamentais, e também em espécies importantes em termos agrícolas.

A subespécie multiplex, agora assinalada no nosso país, está associada na União Europeia a 58 espécies/géneros de plantas, entre elas a amendoeira, a cerejeira, a ameixeira, a oliveira, o sobreiro, a figueira e muitas plantas ornamentais e da flora espontânea.

De acordo com o previsto no Plano de Contingência, está em curso, pela Direção Regional de Agricultura e Pescas do Norte, a prospeção intensiva na zona infetada (100 metros em redor das plantas contaminadas) para determinação da extensão do foco, tendo sido entretanto confirmada a presença da bactéria noutras plantas de Lavandula dentata, plantadas no mesmo jardim, o que determinou uma nova demarcação da zona infetada. A DRAPN já determinou e assegurou a destruição de todas as plantas de Lavandula dentata presentes na zona infetada e continua o trabalho de amostragem e de destruição de plantas de outras espécies hospedeiras da subespécie multiplex, destruição que ocorre mesmo antes de serem conhecidos os resultados das respetivas análises. Face a esta deteção, foi estabelecida uma “Área Demarcada” que compreende a “Zona Infetada” e uma “Zona Tampão” circundante de 5 km de raio.

Face aos prejuízos potencialmente causados pela bactéria Xylella fastidiosa num vastíssimo leque de plantas hospedeiras, incluindo culturas de grande importância económica para o nosso país, todos os particulares ou profissionais devem colaborar com os esforços oficiais que estão a ser feitos, no sentido da erradicação do foco agora detetado, nomeadamente no que respeita ao escrupuloso cumprimento das restrições ao movimento de plantas suscetíveis à doença a partir da zona demarcada e na pronta informação às Direções Regionais de Agricultura e Pescas territorialmente competentes em caso de deteção de sintomatologia suspeita em plantas de qualquer das espécies incluídas na lista acima referida.